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17.1.07

Mais Globo de Ouro 

O Globo de Ouro é uma premiação criada pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood. E não é que, este este ano, uma boa leva de ganhadores são...estrangeiros?! A começar pelos ingleses, que abocanharam nada menos do que sete categorias: melhor atriz de drama e de minisérie para Helen Mirren (na foto ao lado) em "A Rainha" e "Elizabeth I", melhor ator de série dramática para Hugh Laurie em "House", melhor atriz coadjuvante para Emily Blunt em "Gideon's Daughter", melhor ator de comédia para Sacha Cohen em "Borat", melhor ator coadjuvante em minissérie para Jeremy Irons em "Elizabeth I", melhor roteiro para Peter Morgan por "A Rainha" e melhor minissérie para "Elizabeth I". De quebra, "Uggly Betty", adaptação da novela "Betty, a Feia" produzida por Salma Hayeck, ganhou como melhor minissérie de comédia. Mas o contraste veio com Clint Eastwood e Steven Spielberg levando o prêmio por melhor filme em lingua estrangeira com "Cartas de Iwo Jima", falado quase inteiramente em japonês. É, no mínimo, curioso...

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Quase perdi o primeiro prêmio (e abri mão dos últimos, depois de uma longa batalha entre curiosidade vs. sono), mas liguei bem na hora do anúncio de Jennifer Hudson como melhor atriz coadjuvante em drama, por "Dreamgirls" (estréia por aqui em fevereiro). A ex-participante do American Idol tem um vozeirão incrível (se não conhece, clica aqui). Foi eliminada no meio da competição, uma injustiça rodeada de polêmicas. Por ter tanto talento que não foi reconhecido pelos americanos estúpidos, eu estava numa mega-torcida por ela. E, no discurso, ela mandou uma das melhores frases da noite: "Vocês não sabem o que isso faz para a minha confiança". A frase, de tão espirituosa, foi repetida por ninguém menos que Clint Eastwood no seu próprio discurso. Não é mole não!

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Rubens Edwald Filho toda hora se embananava, ficava calado e fazia um resuminho do que havia sido dito no final. Deve existir, aliás, EXISTE, quem faça isso melhor do que ele. Ok, é difícil pra caramba de fazer e quem sou eu pra criticar o cara, mas tinha momentos em que ele se enrolava, e ainda não deixava a gente entender o que estava sendo dito. Assim não dá.

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E, por último, como é mais divertido assistir ao Globo de Ouro do que ao Oscar, não? Não tem aquelas mil pirotecnias infindáveis, não tem aquele excesso de prêmios, alias, não tem excessos. É cheio de discursos espirituosos e sem aquela pressão da musiquinha subindo ao fundo enquanto o premiado se debulha em lágrimas e agradece a Deus e ao mundo. Detalhe para os quatro minutos do discurso de Meryl Streep (ok, ela pode, já foi indicada 21 vezes e, como mesma disse com certo exagero, trabalhou com todos ali). O prêmio de melhor discurso da noite está sendo disputado cabeça a cabeça entre Hugh "House" Laurie e Jeremy "Elizabeth I" Irons. Vou tirar a prova na reprise - legendada, graças a deus.

postado por Cosmo às 16:20

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